domingo, julho 29, 2007

A princesa e a plebéia

O governador começa a fazer o caminho de volta.Passa de novo por Ralph Laren, Chanel.Os repóteres perguntam a Lu Alckmin.”A senhora está de bolsa Chanel. E a blusa?”É Burberry”,responde Lu.”Gosto de peças clássicas”.O governador, que diz comprar só “umas camisas” na Daslu, aperta o passo. Ainda vai para Carapicuíba. E Lu tem que correr para o Palácio dos Bandeirantes.Precisa se trocar ,”colocar um jeans”,para o próximo compromisso:um evento no Água Branca em que caminhões de vários bairros entregarão agasalhos doados para crianças pobres da cidade enfrentarem o inverno que se avizinha.

Uma criança de classe alta foi às compras com sua mãe, que é bem consumista, e não pode ver nada, que compra, não se importando nem um pouco com preço, pois seu negócio era peças clássicas e caras.
Então certo dia esta menina foi com sua mãe a uma dessas lojas caríssimas, onde só há roupas e objetos de grifes. Enquanto sua mãe comprava, a criança olhava para fora da loja e observava uma jovem menina de rua deitada na esquina com uma simples coberta e brincando com uma boneca suja e esfarrapenta, então a garota rica vira-se para mãe e pergunta porque elas tinham tanto e havia pessoas que não tinham nem o básico para sobreviverem?
A mãe muito preocupada em comprar e gastar, nem ouviu e mandou ela ficar sentada e se comportar, enquanto fazia suas compras.
A menina não se quietou e queria saber o porque dessa desigualdade que país sofre, tanto social e quanto financeiro, então ela foi falar com aquela garota que não tem nada a não ser um único brinquedo, e perguntou onde ela vivia, onde estava sua família e como fazia suas compras?
Ela ficou tímida e disse que por causa da má distribuição de renda desse país e da mínima preocupação que os governantes tem com essas pessoas, a não ser em época de eleição. Neste país há muito disso, alguns terem demais e outras não terem nem o básico para sobreviverem.
A garota rica já emocionada e quase chorando abraça a “pobrezinha” e pensa consigo mesmo:
“- Não sei se poderei, mas quando crescer serei presidente deste país e ninguém ganhará mais que o outro, pois Deus fez todos para sermos solidários e ajudar o próximo, irei ajudá-los à todos sem descriminação de raça, religião ou status social.”
Este é o Brasil que vivemos onde quem tem mais consegue tudo na vida e quem não tem dorme nas esquinas com uma coberta esfarrapada.

Patricia Visconti

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