segunda-feira, agosto 20, 2007

A história do massacre do Carandiru




Os detentos da Casa de Detenção, relatam em Salmo 91 seus testemunhos de como sobreviveram dentro da maior prisão da América Latina

A peça teatral Salmo 91, foi uma adaptação de Dib Carneiro Neto, do best seller de Drauzio Varella, Estação Carandiru assim como o livro e o filme, o espetáculo também há os depoimentos de dez detentos da Casa de Detenção do Estado de São Paulo, a maior prisão pública do Brasil. Os depoimentos são feitos pelos presidiários do pavilhão nove, onde ficavam os bandidos mais perigosos do Brasil e também é nesse pavilhão onde ocorreu o massacre de 1992 o mais sangrento da história do Carandiru. O enredo da peça é contato pelos detentos Dadá, sobrevivente do massacre, ele é atormentado por seus sentimentos de culpa, arrependimento e revolta que no auge do desespero clama por sua mãe religiosa. Charuto, traficante que cumpre pena pela segunda vez e não vê a hora de sair do presídio para matar seu amigo que se envolveu com sua namorada, a nega Rosirene. Nego - Preto, foi traído por seu parceiro de assalto, vive obcecado pela idéia de lealdade.O homessexual Zizi Marli, é fragil, medroso e submisso, que fala do seu mundo na prisão como se fosse um capítulo de novela, ele é a doméstica da cela, que cuida da cozinha, ele lava, passa e faz toda a arrumação. Bolacha é o representante da lei dentro do presídio, encarregado geral de seu pavilhão, o que significa que tem o poder decisório de juiz. Véio Valdo é o personagem mais desencantado e descrente da detenção. Zé da Casa Verde, negro safado, que representa justamente a pulsação vital que faz da penitenciária um microorganismo efervescente. A Veronique é um travesti extrovertido, mas ao mesmo tempo amargo, ele tem o poder de muitos presidiários lá dentro da prisão, pois ao mesmo tempo em que ele se entrega sexualmente, ele também faz suas chantagens. Valente, buscou uma religião para solucionar seus tormentos, medos e culpas. Com esses personagens a peça Salmo 91, conta a história do massacre de 92, o acontecimento mais sangrento da maior prissão da América Latina, a A Casa de Detenção do Estado de São Paulo. A peça está em cartaz no teatro Sesc Santana, desde sete de Julho e vai até o dia 19 de Agosto, de sexta e sábado, às 21 horas e aos domingos e feriados, às 19 horas, com duração de 90 minutos. Os ingressos podem ser encontrados em qualquer unidade Sesc, a partir de $ 20 reais, $ 15 reais, usuário matriculado, $ 10 reais, estudantes com carteirinha, acima de 60 anos, aposentado e professor de rede pública e $ 8 reais, trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes. O Sesc Santana fica na Avenida Luiz Dumont Villares, número 579, telefones, 6971-8700 ou 0800-118220 ou pelo e-mail, email@santana.sescsp.org.br, qualquer outra informação também por ser encontrada pelo site, http://www.sescsp.org.com/.

Priscila Visconti

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